quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Inofensivos e ansiolíticos.

"Se duvidar de mim
acordará sozinho,
se acreditar no fim
o fim virá.
Se duvidar de mim
sentirá a falta,
se encherá de si e de solidão.
Se duvidar de mim
lhe mostro dor e vazio,
e o peso de cada lágrima.
Se duvidar de mim
serei o vento,
serei a chuva,
serei o travesseiro em que deitas a cabeça,
serei o sonho e o pesadelo,
e lhe farei acordar com medo no meio da noite,
ou com saudade pela manhã.
Se duvidar de mim
serei seus anti-depressivos e ansiolíticos,
seu benflogin e sua morfina,
sua sede e sua insaciedade incontrolável.
Se duvidar de mim serei o ontem e o hoje,
mas nunca o amanhã;
Pois se duvidar de mim, ele nunca existirá."

Pequeno registro/desabafo.

Àlgum tempo atrás, descobri que o tanto que havia aprendido
com situação, dores, amores, percas, etc, era pouco
diante do que a vida guardava para mim.
Aprendi muito em pouco tempo,
coisas que devemos e não devemos fazer e mudar.
Aprendi que "nunca mais" chega realmente mais cedo do que esperamos,
que não devemos duvidar nada de ninguêm,
o ser humano tem um poder incrível de fazer coisas maravilhosas
e ao mesmo tempo de destruir tudo em sua volta,
aprendi que laços de sangue não significam nada.
O que vale, sempre valeu e sempre irá valer,
é o amor;
e que esse não tem preço,
e que quando ele é realmente puro e verdadeiro,
ele nunca morre,
nunca.

Aprendi a confiar mais em mim
a ser mais auto-suficiente
a ser ainda mais humilde
e a ter mais paciência do que antes com certas coisas.

Aprendi que a cada dia que passa,
eu tenho mais repugnância a falsidades,
mentiras, pessoas que se acham superiores e que substimam as outras.

Percebi que me fiquei mais irritável com algumas atitudes,
que me torno estúpido facilmente,
talvez por falta de algumas coisas.

Situações e situações me fazem acreditar sempre mais que nada é por acaso,
e tudo tem seu tempo.

Anteontem ouvi concelhos,
ontem testei-os,
hoje descobri o valor da experiência,
e amanha verei a diferença que fez algumas atitudes/decisões tomadas.

Primeira vez que exponho uma espécie de registro do que aprendi com o tempo,
e que expulso minha raiva com um pequeno desabafo,
e isso me deixou com uma fome..

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Flores, origamis, copinhos de isopor e eu.

Flores, eu as vi nos jardins de uns vizinhos.

Origamis.

Copinhos de isopor, e algumas músicas que lembram nós dois.

Chuva.
Foi na chuva.
E é na chuva.

É na chuva que os beijos se fazem únicos
É na chuva que as lágrimas se escondem
É na chuva que caminho agora,
sem você.

É na chuva meus próximos minutos,
independente da sua ira.
É na chuva que meus desesperos afloram à pele.
É na mesma chuva que lava sua alma,
que eu corro agora,
em direção a você.

É na chuva que encharca minhas mágoas
e acalma minha azia
que recordo dos momentos bons
e da saudade daquilo que ainda não vivemos.

É na chuva que sinto seu cheiro impregnando em mim
e me pondo a crer, cada vez mais, que vale a pena.

Foi na chuva que escrevi,
que chorei
e que deparei-me comigo mesmo.

Naquele dia
fiz-me forte e frágil
fiz-me quente e congelado
fiz-me presente e passado
fiz-me uma rocha, para suportar te ver indo embora.

Naquele dia
fiz de mim tudo, para carregar o mundo em meus ombros
fiz de você tudo, para esquecer o resto
e ir ao seu encontro com flores roubadas e sorrisos esperançosos.

Flores, origamis, copinhos de isopor e eu,
sentado numa cadeirinha colorida
esperando você chegar.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Noites difíceis, procurávamos superação!

Não estar bem quando deveria estar.
Não ser o que parece quando precisava ser.
Não devia
não precisava
não queria!

Perder a linha
o que quer seja
não seria.
Ouvir ou falar
Ousadia.

Não aceitaria
o que quer que seja
seja lá o que fosse.

Talvez tenha que ser
para que você entenda.
Talvez você entenda
talvez não.

Aceitar é tão difícil
Mudar é tão difícil
Amar
é tão difícil.

Graças, graça,
Porque não parte de você?
de você
você.

Eu não quero
viver assim
não é isso
não é para mim

E, se for um não
sem escolha,
por mais que doa,
um não!

Porque??

Porque tem que ser assim?
não sei
só sei que amo você
só você
só,
eu,
apenas eu
só,
solidão
agonia
insonia
ilusão!!
Eu
Você
felizes
Porque?

Realidade
pense
ACORDE
_oi, eu já vou..

-SONHEI!!
com voçê.
comigo.
um café sobre a mesa
gargalhadas de criança vindas da sala.
Cada um com seu respectivo pijama.
Verde
Roxo
-Durmiu bem?

!preocupação!

e o que eu sinto?
por você,
por mim,
por nós,
por tudo?!

Angústia.
talvez não...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Aquela calça pendurada no varal..

E então uma lágrima caiu
e por que agora e não antes???
uma dor que remédio nenhum pode curar.

E aquela calça no varal?
aquela calça pendurada no varal é minha!
é sua!
é a nossa falta!
que massacra a esperança de que o sol volte amanhã.

e no fundo o que parecia a mais cruel loucura
era na verdade o mais doce e profundo sentimento

e mais uma lágrima caiu
sem mentiras,
sem maldade,
era apenas um pouco mais de mim
que caia sobre o chão
pesando toneladas
de carinho
de saudade
de tristeza
de amor.

Apenas mais uma história.

Palavras largadas ao vento
tão soltas quando o seu vestido
e sonhos feitos de papel
amaçados e jogados no lixo.