quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Flores, origamis, copinhos de isopor e eu.

Flores, eu as vi nos jardins de uns vizinhos.

Origamis.

Copinhos de isopor, e algumas músicas que lembram nós dois.

Chuva.
Foi na chuva.
E é na chuva.

É na chuva que os beijos se fazem únicos
É na chuva que as lágrimas se escondem
É na chuva que caminho agora,
sem você.

É na chuva meus próximos minutos,
independente da sua ira.
É na chuva que meus desesperos afloram à pele.
É na mesma chuva que lava sua alma,
que eu corro agora,
em direção a você.

É na chuva que encharca minhas mágoas
e acalma minha azia
que recordo dos momentos bons
e da saudade daquilo que ainda não vivemos.

É na chuva que sinto seu cheiro impregnando em mim
e me pondo a crer, cada vez mais, que vale a pena.

Foi na chuva que escrevi,
que chorei
e que deparei-me comigo mesmo.

Naquele dia
fiz-me forte e frágil
fiz-me quente e congelado
fiz-me presente e passado
fiz-me uma rocha, para suportar te ver indo embora.

Naquele dia
fiz de mim tudo, para carregar o mundo em meus ombros
fiz de você tudo, para esquecer o resto
e ir ao seu encontro com flores roubadas e sorrisos esperançosos.

Flores, origamis, copinhos de isopor e eu,
sentado numa cadeirinha colorida
esperando você chegar.

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